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Estudo aponta que tinta de tatuagem pode impactar a imunidade e a eficácia de vacinas

A prática de tatuar o corpo, popular em todo o mundo — com cerca de 20% da população global possuindo pelo menos uma —, está sendo reavaliada por pesquisadores devido a possíveis riscos à saúde.

Uma pesquisa recente, conduzida por cientistas suíços, demonstrou que a tinta de tatuagem não se limita à pele. Os pigmentos migram rapidamente para o sistema linfático, onde podem se acumular por meses e potencialmente impactar a imunidade do indivíduo.

Pigmentos Alcançam Linfonodos e Causam Inflamação

O estudo, realizado em camundongos e publicado na revista PNAS, revelou que os pigmentos da tinta de tatuagem alcançam os linfonodos em poucos minutos e continuam a se acumular por até dois meses.

Este acúmulo foi associado à morte de células imunológicas e a um quadro de inflamação prolongada.

Os pesquisadores também observaram que a presença da tinta interferiu na eficácia de vacinas:

  • A aplicação da vacina contra COVID-19 em pele tatuada resultou em uma produção reduzida de anticorpos.
  • Em contraste, a resposta à vacina da gripe apresentou um efeito oposto, com resposta aumentada.

Alerta para Regulamentação e Saúde Pública

Com a alta prevalência de tatuagens na população, os cientistas alertam para a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa para as tintas. Atualmente, a fiscalização desses produtos é muito mais branda do que a aplicada a produtos médicos.

Embora o estudo principal tenha sido feito em animais, os pesquisadores destacam que a presença de pigmentos de tatuagem em linfonodos humanos já foi documentada, reforçando a necessidade de investigações aprofundadas.

Outros estudos complementares já levantaram preocupações sérias:

  • Uma pesquisa sueca com 12 mil pessoas indicou um risco 21% maior de linfoma em indivíduos tatuados.
  • Na Dinamarca, tatuagens grandes foram associadas a um risco 2,7 vezes maior de linfoma e ao dobro de chances de desenvolver câncer de pele.

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