O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), criado no início do segundo mandato de Donald Trump com a missão ambiciosa de cortar US$ 2 trilhões do orçamento federal e liderado pelo aliado Elon Musk, chegou a um fim abrupto em menos de um ano. A curta vida do órgão foi marcada por frustrações, objetivos não alcançados e um racha interno que exigiu intervenção da Casa Branca.
Fracasso e Ruptura Pública
Desde sua fundação, o DOGE enfrentou polêmicas. O plano de Musk para atingir o corte de gastos era nebuloso, e as ações práticas, como demissões em massa e cancelamento de contratos, geraram suspeitas. A meta inicial de US$ 2 trilhões foi rapidamente reduzida para US$ 1 trilhão e, por fim, para meros US$ 150 bilhões, minando a confiança na eficiência do Departamento.
A crise culminou em junho, quando a aliança entre Musk e Trump se rompeu publicamente. Musk criticou o aumento de tarifas de Trump, que respondeu chamando o bilionário de “louco”. A troca de farpas resultou na saída (que Trump alegou ser uma demissão) de Musk do DOGE, deixando o departamento em crise total.
Racha Interna e Tentativa de Golpe
Com a saída de Musk, a comissão foi assumida pela servidora pública Amy Gleason. No entanto, o engenheiro Steve Davis, braço-direito de Musk por mais de 20 anos e também afastado do DOGE, se recusou a deixar o cargo e tentou assumir o comando.
Essa recusa criou um verdadeiro racha interno:
- Alguns funcionários permaneceram leais a Davis.
- Outros, desconfortáveis com a situação, tentaram planejar o futuro do departamento sem ele.
- Davis, por sua vez, acusou esse segundo grupo de orquestrar um golpe.
A situação escalou até que a Casa Branca teve que intervir, retirando os aliados de Musk da equipe e pondo fim à tentativa de Davis de retomar o controle.
O Fim Inesperado
Apesar da intervenção e de tentativas de reestruturação interna, o DOGE não sobreviveu ao caos. No início deste mês, a agência de notícias Reuters questionou a Casa Branca sobre o status do departamento.
A resposta do governo dos Estados Unidos foi curta e definitiva: “isso [DOGE] não existe mais”.
Assim, a turbulenta passagem de Elon Musk pela política estadunidense, e o Departamento de Eficiência Governamental que ele liderava, chegou ao seu fim.







